domingo, 17 de janeiro de 2010

Contribuições geniais de George Harrison em obras-primas de Lennon/McCartney

Muito se fala sobre o trabalho genial da dupla Lennon/McCartney. O que quase nunca é discutido é a contribuição de George Harrison dentro das obras de seus ex-companheiros de banda. Além de assinar obras como "Something" e "Taxman", o guitarrista dos Beatles também foi o responsável por elementos fundamentais para o sucesso de grandes clássicos da banda.

"All My Loving" foi a primeira canção tocada pelos Beatles na TV americana, durante a histórica apresentação no programa The Ed Sullivan Show. A música é de autoria de Paul McCartney e creditada a Lennon/McCartney, mas um de seus grandes méritos está no solo de guitarra, de autoria de Harrison. Extremamente original, a linha tem um estilo meio country. Para quem não conhece ou não está lembrando, abaixo está o vídeo de "All My Loving". Preste atenção no solo!



Em "Let it Be", um dos grandes sucessos dos Beatles, McCartney quis fazer algo extremamente emotivo. Ele conseguiu, mas com certeza não foi sozinho. Um dos pontos altos da canção é o solo arrebatador de Harrison, em uma de suas performances mais marcantes. Confira abaixo o vídeo com a música.



Fora dos medalhões dos Beatles, "And Your Bird Can Sing" é genial pela linha melódica de guitarra tocada por Paul McCartney e George Harrison. Nesta canção, Harrison mostrou que não era por acaso que ele estava ao lado da dupla de compositores mais famosa da música pop. Assista abaixo um vídeo com a música.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Três fatos que marcaram o rock’n roll em 2009

O ano de 2009 terminou e é hora de contabilizar os acontecimentos que marcaram os seus 12 meses. O Blog Cena listou três fatos importantes que marcaram o assunto mais discutido por aqui – o rock’n roll.

Them Crooked Vultures

Em 2008, uma das principais pautas do mundo pop era a possível volta do Led Zeppelin, alardeada depois da reunião do grupo em dezembro de 2007 para um concerto em Londres. O tal retorno não ocorreu por causa da resistência de Robert Plant. Então, uma notícia assombrosa começou a circular pela mídia: John Paul Jones e Jimmy Page estavam procurando um substituto para reativar a banda sem o seu vocalista original.

No fim das contas, eles perceberam que não poderiam fazer isso. Porém, a tristeza dos fãs com o retorno frustrado acabou, pelo menos em parte, quando Joseny surgiu com o seu novo projeto, que sem dúvida esteve entre os principais acontecimentos do ano: o Them Crooked Vultures.

Além do lendário baixista do Led, o supergrupo ainda conta com a presença de Dave Grohl, que retorna à bateria, instrumento em que se consagrou, e Josh Homme, vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age.

O grupo lançou um disco autoral homônimo e, de acordo com Dave Grohl, ainda tem energia para lançar pelo menos mais sete álbuns. Sem dúvida é uma das grandes promessas do rock’n roll e que em 2010 também deixará sua marca.

Muse – The Resistaince

Com a difícil missão de superar o estrondoso sucesso do disco “Black Holes and Revelations”, de 2006, o Muse lançou em setembro de 2009 o álbum “The Resistaince”. O álbum trouxe o grupo inspiradíssimo. Se em “Black Holes...” a banda flertou com a música erudita, desta vez eles assumiram de vez o romance. O disco traz inclusive uma sinfonia dividida em três atos.

Seguindo a premissa de que em time que está ganhando não se mexe, a banda reaproveitou a fórmula do disco anterior em boa parte das músicas. Esse é um dos pontos em que “The Resistance” perde para “Black Holes...”. Mesmo sendo um álbum com canções excepcionais, no quesito inovação não chega nem perto de seu antecessor.

Acidentes

2009 foi um ano doloroso para alguns astros do rock, que o digam Steven Tyler, do Aerosmith, e Rivers Cuomo, do Weezer. Em agosto, Tyler foi internado depois de sofrer uma queda do palco durante um show. O músico quebrou o ombro e levou 20 pontos, mas o pior ainda estava por vir.

Depois do acidente a banda entrou em uma grande crise, e, de acordo com os integrantes do grupo, Tyler poderia ter tido uma recaída nas drogas. O futuro do grupo continua incerto. Enquanto isso, o vocalista trata para se livrar do vício em analgésicos que adquiriu para suportar a dor da recuperação da queda.

Em dezembro foi a vez do vocalista do Weezer dar entrada em um hospital. Rivers Cuomo quebrou três costelas depois que o ônibus em que ele viajava se envolveu em um acidente. O resultado foi o cancelamento da turnê do disco Raditude, lançado este ano pela banda.

Que venha 2010!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ob-La-Di, Ob-La-Da, a 'Geni' dos Beatles

Odiada por John Lennon. Eleita várias vezes como a pior canção da história. Esta é ‘Ob-La-Di, Ob-La-Da’, música que está no álbum branco dos Beatles, e que em novembro de 2009 - 41 anos depois de lançada - foi tocada pela primeira vez ao vivo por Paul McCartney.

Talvez Macca tenha resolvido incluí-la no seu set list como forma de protesto e indiferença às críticas, às vezes injusta, em relação a uma de suas obras. Na verdade, toda esta aversão acabou criando uma magia a mais em torno da música, assim como ocorreu com “Helter Skelter”, canção que teria estimulado assassinatos da família Manson, e que também está repertório atual de Paul.

Paul compôs ‘Ob-La-Di, Ob-La-Da’ no momento em que o reggae começava a surgir no cenário musical. O irônico é que justamente Lennon, que chamou a canção de “merda”, foi quem contribuiu para a levada da versão final. Na composição original, ela era muito mais lenta.

Assista abaixo a um vídeo com Paul McCartney tocando ‘Ob-La-Di, Ob-La-Da’ ao vivo em um show em Paris em dezembro de 2009:

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Passado e presente de McCartney se encontram em ‘Good Evening New York City’

Em 1965 os Beatles fizeram história ao promover o primeiro concerto em um estádio. O show ocorreu no Shea Stadium, em Nova York, para um público de aproximadamente 55 mil pessoas.

Apesar do frenesi, quem esteve presente no evento pouco viu ou ouviu a maior banda de todos os tempos. Os equipamentos da época não eram capazes de reproduzir o som da banda para um público tão grande. Anos depois, o show ganhou uma versão em vídeo digitalizada que mostra com qualidade tudo o que ocorreu na apresentação histórica.

Em 2008, o She Stadium foi demolido para a construção de um novo e mais moderno estádio. Rebatizado de Citi Field, o novo local foi inaugurado recentemente. 44 anos depois show dos Beatles, em 2009 Paul McCartney, com 67 anos, retornou ao local e fez uma série de três shows, que deram origem ao seu novo DVD “Good Evening New York City”.

O clima de nostalgia está presente do início ao fim do DVD. O filme abre justamente com as imagens do concerto dos Beatles nos anos 60. Quanto ao show, o que se vê é um Paul McCartney não tão animado como em seu DVD “Back in the US”, de 2002. De lá pra cá se foram sete anos e parece que a idade está começando a pesar para o ex-beatle.

Não que o show não seja bom. Pelo contrário. Mesmo sem a energia habitual, Paul mostra que ainda é capaz de fazer um estádio tremer e musicalmente continua em ótima forma, encarando com tranquilidade uma apresentação de mais de duas horas. Sua banda, a que ele costuma se referir como - o maior grupo do mundo – faz jus ao título dado pelos críticos de a melhor formação de Paul desde os Beatles.

O registro do show foi dirigido pelo próprio Paul, que também distribuiu câmeras entre a plateia para que registrasse o que quisesse. A ideia deu certo e deixa um pouco da sensação de que o expectador realmente estivesse no concerto.

Um dos pontos altos do DVD é que, ao contrário dos três anteriores, ele não segue o estilo documentário e passa o concerto na íntegra, como se fosse um show completo. Na verdade, foram usados trechos dos três dias de apresentação.

Outro atrativo é o clima nostálgico, que faz com que o ex-beatle conte histórias clássicas de sua trajetória antes de algumas músicas. Ao tocar um trecho de “Fox Lady”, de Jimi Hendrix, Macca cita a história clássica envolvendo o guitarrista, que abriu um concerto com a canção “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” apenas dois dias depois que o disco foi lançado.

Ao tocar “Something”, em homenagem ao ex-companheiro de banda George Harrison, morto em 2001, Paul lembra da citação de Frank Sinatra, que disse que a música era a mais bela canção de amor de Lennon/McCartney, sendo que ela é de autoria de Harrison.

Durante a canção “I’m Down”, são misturadas imagens do show de Paul com o dos Beatles nos anos 60. Para os fãs do fab four, é um momento de arrepiar.

O repertório é aquele que os fãs de McCartney já estão acostumados – grandes sucessos dos Beatles e alguns hits do Wings e da carreira solo do músico. A grande ausência é “All my Loving”, figurinha marcada em praticamente todos os trabalhos ao vivo do ex-beatle.

Entre altos e baixos, “Good Evening New York City” é mais uma prova de que o talento de McCartney é atemporal e que ainda irá encantar muitas gerações!
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sábado, 26 de dezembro de 2009

O rock'n roll e o playback

No grupo das maiores controvérsias da música, para irritação de fãs e até de alguns artistas, nos dias de hoje o playback ainda é usado em apresentações e shows. Na história do rock existem algumas passagens engraçadas envolvendo esta técnica. O Blog Cena listou duas delas:

A mais recente ocorreu com o grupo inglês Muse durante uma apresentação em um programa de TV na Itália. A banda não gostou quando ficou sabendo que teria que fazer playback. Eles então decidiram "zoar" de vez com a apresentação. O Vocalista e guitarrista Matt Bellamy assumiu o posto de baterista da banda. O baterista Dom Howard ficou com o baixo e o vocal, e o baixista Chris Wolstenholme assumiu a guitarra e o teclado.

O mais engraçado é que a apresentadora do programa nem percebeu as mudanças e depois do show entrevistou o baixista como se ele fosse o vocalista, e este por sua vez entrou na brincadeira e encarnou o colega de banda. O episódio pode ser conferido no vídeo abaixo:



Nirvana no Top of The Pops

Outra passagem envolvendo a música e o playback ocorreu com o Nirvana no extinto Top of The Pops. Como era de se esperar, o grupo não ficou nada satisfeito de ter que fazer playback, sendo que apenas o vocal de Kurt Cobain seria realmente ao vivo.

Como a produção do programa bateu o pé e não permitiu que eles realmente tocassem ao vivo, o jeito foi boicotar e ridicularizar a apresentação. Cobain cantou "Smell Like Teen Spirits" com um vocal completamente diferente da versão original. Dave Grohl nem tenta fingir que está tocando bateria, fazendo uma batida completamente diferente. Krist Novoselic mal encosta em uma corda do seu baixo e fica o tempo todo rodando com ele. Assista abaixo o vídeo da apresentação:



Enquanto acharem que alguém engole esta história de playback, continuarão surgindo casos divertidos como estes. Pelo menos dá pra rir!
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